24.12.14

Mensagem de Natal de S. Exa o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros


Mensagem de Natal de S. Exa o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Nesta época de Natal e da chegada de um novo ano, somos convocados de uma forma especial para a Família e para o reencontro com a nossa tradição, com as nossas raízes. É um tempo de afecto, de partilha e de celebração, mas também de reflexão e de renovação.

Para os Portugueses radicados no Estrangeiro, esta é uma quadra de particular significado.

Quero por isso, em meu nome e em nome do Ministério dos Negócios Estrangeiros, prestar um tributo a todos os nossos compatriotas que nas Comunidades Portuguesas – num exemplo de coragem, de mérito e de abnegação que é reconhecido em Portugal e nos respetivos países de acolhimento –, contribuem para o progresso e para a projeção internacional do nosso País e da Língua Portuguesa.

O espírito desta época é universal, e por isso estou certo que todos encontrarão, em Portugal e no estrangeiro, os mesmos sentimentos de comunhão, de paz e de esperança, tão importantes para superarmos as dificuldades e a incerteza que caracterizam este nosso tempo.

Nos últimos anos, o nosso País atravessou um período de severas restrições, perante a grave crise com que nos defrontámos. Dificuldades que marcaram a presente legislatura e que temos vindo a superar com a notável capacidade e participação de todos.

Reconquistámos a nossa autonomia, recuperámos a nossa credibilidade e começamos já a vislumbrar um futuro mais promissor. Mas, no escrupuloso respeito pelos sacrifícios feitos pelos Portugueses neste período de grandes dificuldades, caberá agora sobretudo à classe política uma responsabilidade acrescida neste caminho de consolidação que ainda temos pela frente.

No Mundo, vivemos num contexto de grande complexidade e incerteza, com conflitos e ameaças que nos remetem para acontecimentos que julgávamos já ultrapassados pela História – e recordo, como exemplo, o que se passa na Ucrânia. Outros, por seu lado, apresentam-nos novas formas de ataque e violação dos direitos fundamentais, com recurso a métodos bárbaros e impiedosos – como na Síria e no Iraque.

Todos eles desafiam os valores universais que são partilhados por povos de diferentes continentes e culturas, colocando em risco as conquistas civilizacionais do respeito pela pessoa humana e seus direitos indeclináveis.

Acredito que a Comunidade Internacional saberá responder de forma eficaz a estes desafios.

Nesta época que evoca a Paz, a Justiça e o respeito pelo próximo, faço votos para que o novo ano nos traga uma renovada esperança numa sociedade global baseada nos valores da solidariedade, da liberdade e do respeito mútuo.

No que a Portugal diz respeito, e em coerência com a nossa vocação universalista e de abertura a todos os povos, continuaremos a privilegiar o diálogo e a defesa intransigente da dignidade da pessoa humana.

A 1 de janeiro de 2015 Portugal irá assumir o seu lugar de membro do Conselho de Direitos Humanos.

Esta presença portuguesa em tão importante órgão das Nações Unidas é o resultado de um intenso trabalho da Diplomacia Portuguesa e do reconhecimento internacional da importância que o nosso País atribui à defesa dos Direitos Humanos. Constitui por isso uma mais-valia para a projeção da imagem de Portugal e proporciona uma capacidade de intervenção acrescida no panorama internacional.

Neste ano que agora termina, quero dirigir uma palavra de reconhecimento aos diplomatas e aos trabalhadores dos serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros, pela dedicação com que acompanham as Comunidades Portuguesas e pelo espírito de missão com que defendem os interesses do nosso País nos diversos Estados e organizações internacionais.

Espero que o novo ano nos permita uma renovada esperança. Temos razões para acreditar que em 2015 haverá uma melhoria sensível das nossas condições de vida. 

Desejo a todos um feliz Natal e um excelente ano a todos os Portugueses.

 Rui Machete

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Versão PDF disponível aqui.

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